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Professor Luciano Feitosa no laboratório de Microbiologia Clínica no campus São Paulo, da Unicastelo |
O professor do curso de Ciências Biológicas da Unicastelo campus São Paulo, Luciano dos Santos Feitosa, desenvolve três projetos de pesquisa, sendo um financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo): Cariótipo eletroforético de Sporothrix schenckii: polimorfismo cromossômico, mapeamento de genes com sondas homólogas e análise de seqüências repetidas no genoma. “Este trabalho foi apresentado no Congresso Brasileiro de Micologia em 2010, e em eventos em Barcelona, Espanha, e em Atenas, Grécia”, orgulha-se o professor.
A apresentação fora do país rendeu convite ao professor Luciano para integrar a Sociedade Européia de Microbiologia Clínica. Isso significa acesso aos trabalhos científicos desenvolvidos e apresentados, ou seja, pesquisas de ponta de toda a Europa. “Espero que isso ajude a renovar o financiamento com a Fapesp”, diz Luciano.
A pesquisa é desenvolvida há dois anos e meio e é voltada ao agente causador da esporotricose, micose que atinge habitualmente a pele, o tecido subcutâneo e os vasos linfáticos mas pode afetar também órgãos internos. É incluída no grupo das micoses profundas. “O fungo habita solo, palha, vegetais, madeira e a instalação da doença se dá através de ferimentos com material contaminado, como farpas ou espinhos, bem como animais contaminados, principalmente gatos”, diz o professor Luciano, que propõe renovar o subsídio da Fapesp, uma vez que os resultados despertaram novas pesquisas sobre o genoma desse fungo.
A equipe de pesquisadores conta com o professor Zoilo Pires de Camargo, da Unifesp, e o aluno de doutorado em Microbiologia e Imunologia, da Unifesp, e a aluna da Unicastelo Rennetuza Vieira Pinto. Os estudos são desenvolvidos no laboratório de Biologia Molecular do campus São Paulo, onde a Fapesp investiu cerca de R$ 160 mil no período.